Saturday, 26 January 2013

Top 10 de 2012

Bem, 2013 já começou há algum tempo mas devido a alguns contratempos, só agora tive tempo de fazer um novo post. Em 2012 desafiei-me a ler 30 livros e, infelizmente, apenas li 25, no entanto, esses 25 foram dos melhores livros que alguma vez li. Assim sendo, aqui fica o meu top 10 livros lidos em 2012 (não estão por ordem, sendo todos igualmente fantásticos):

1. O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss



2. A Glória dos Traidores, de George R.R. Martin



3. Aprendiz de Assassino, de Robin Hobb
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4. Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins



5. Em Chamas, de Suzanne Collins




6. Alex 9, de Bruno Martins Soares



7. Divergente, de Veronica Roth



8. A Senhora da Magia, de Marion Zimmer Bradley


9. O Diário de Anne Frank, de Anne Frank
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10. A Irmandade do Anel, de J.R.R. Tolkien



Qual os vossos 10 livros favoritos lidos em 2012? Têm intenção de voltar a lê-los em 2013? Eu vou reler o Divergente, provavelmente Os Jogos da Fome e Em Chamas e, de certeza, O Nome do Vento. Simplesmente adoro reler livros. E vocês? Preferem ficar por uma leitura ou gostam de revisitar os bons livros?

Até à próxima e... boas leituras!

Saturday, 19 January 2013

Crepúsculo - Opinião

"Melhor livro da década... até agora"
Amazon

Acho que vou ter de discordar com a frase acima apresentada.
É a segunda vez que leio este livro e devo dizer que da primeira vez que o li não gostei mesmo nada. Por isso podem perguntar-se por que é que eu li uma segunda vez? Porque uma amiga minha (e não sei quão amiga ela é ao fazer-me isto) "obrigou-me" a ler a saga até ao fim do ano (ela também não gosta dos livros, atenção). Por isso, sendo que já se passou cerca de três anos desde a última vez que o li, decidi começar sem qualquer preconceito, como se fosse a primeira vez (o que de certa maneira era porque já não me lembrava muito bem das coisas). E isto levou a que, no início, gostasse bastante do livro (até pensei em dar-lhe 4 estrelas), mas depois as coisas começaram a mudar e comecei a gostar cada vez menos do livro.
Comecemos, então, por uma pequena sinopse (escusada já que todos conhecem este livro). Bella é uma simples rapariga que, infelizmente, se vê obrigada a mudar-se de Phoenix (onde morava com a mãe) para Forks (para viver com o pai) já que a mãe decidiu casar com um jogador de baseball, o que faz com que esteja sempre em viagens. Para seu grande infortúnio, Forks é uma cidade deprimente onde raramente há sol e onde raramente não há chuva e, para além do mais, tem de viver sozinha com o pai e de ir para uma nova escola onde não conhece ninguém. E, surpresa surpresa, ela apaixona-se por um rapaz, o Edward que, por acaso, é um vampiro que brilha no sol e é vegetariano.
Esta história podia resultar se não fossem os inúmeros problemas que o livro tem: primeiro a escrita que é simplesmente apavoradora, depois vêm as personagens que parecem pacientes saídos de uma clínica de tratamento de bipolaridade falhada, a seguir as ideias que não funcionaram e por fim a história. Entremos, então, em mais detalhe nestes problemas.
A escrita, portanto. No início não me importei muito com ela. Após ter atacado uma fã da saga, esta explicou-me que não queria saber da escrita deste que o livro a transportasse para momentos fantásticos e locais de sonhos. Tentei seguir esta filosofia e ignorar ao máximo a escrita mas quando o Edward entrou em cena não consegui suportar. Desafio-vos a fazerem isto: sempre que a Bella descreve os olhos, a boca, a pele ou o cabelo do Edward, bebam um shot. Estava a gozar, não façam isso. Não iam sobreviver. Em cada página havia pelo menos um parágrafo dedicado à descrição de uma parte do corpo de Edward. Acaba por se tornar repetitivo e irritante. Já percebemos que os olhos do Edward são dourados, Bella. Já percebemos que a pele dele é branca, fria e dura, Bella. Já percebemos que a boca dele é perfeita e que fica firme sempre que dizes uma coisa estúpida, Bella. Já percebemos que ele tem uma força férrea que te deixa boquiaberta, Bella. Que irritante.
Em segundo, as personagens. Como disse, as personagens deste livro parecem saídas de uma clínica de bipolaridade que falhou ao tratar os seus pacientes. No início era só a Bella que, num parágrafo podia estar muito bem e no outro estava irritada com o mundo e descrevia o quão zangada estava com Edward ou Mike ou Eric. E depois vem o Edward e mostra-se ainda mais bipolar. Pode estar a sorrir e às gargalhadas mas depois a Bella diz uma coisa completamente banal e ordinário e ele fica zangado e os olhos ficam subitamente duros e zangados. E isto repete-se durante todo, todo, todo o livro.
A seguir são as ideias. Até podiam ter resultado se a autora não as tivesse aplicado a um ser mitológico tão conhecido e admirado. Os vampiros são conhecidos por todos e são sempre associados a morte, sangue, trevas, caixões, morcegos, etc. e depois vem a Stephanie Meyer e dá-nos vampiros que em vez de morrerem com a luz solar, brilham como diamantes, que em vez de matarem pessoas, são vegetarianos e comem apenas animais, que em vez de serem vis e horríveis, são belos como deuses e dão-se na perfeição com os Humanos e até trabalham em hospitais (WTF?!). É normal que este livro seja apreciado essencialmente por raparigas pois só elas poderiam achar um vampiro que brilha ao sol a coisa mais atraente de sempre.
Por fim, a história. Ignorando os twists mal feitos ao folclore vampiresco, a escrita horrível e as personagens bipolares, a história até podia ser divertida e interessante. E, de certa maneira, até foi. Manteve a minha sanidade mental e a minha vontade de ler e é por isso que dou mais do que uma estrela a este livro. Mas acabou por ser também repetitiva e cliché, mas não tanto como os outros elementos do livro.

Como já podem ter percebido, não gostei lá muito deste livro. Duas estrelas em cinco, um Fraco que, sinceramente, já estava à espera.

Até à próxima e... boas leituras!

Saturday, 1 December 2012

A minha experiência com o NaNoWriMo 2012

Como referi no post anterior, este ano decidi lançar-me para o NaNoWriMo e quis escrever 50000 palavras durante o mês de Novembro, e, mais uma vez, como disse no post anterior, consegui com 50018 (51194 segundo o site oficial do evento). Mas neste post vou contar tudo sobre a minha experiência (inclusive vou falar do meu "livro").
O meu falhanço ao longo do mês

Este é, na verdade, o meu segundo ano. Em 2011 também "participei" mas talvez por falta de paciência ou simplesmente devido à minha fraca memória, no 5º dia do mês deixei para trás e fiquei com cerca de 5000 palavras. Mas este ano decidi que ia chegar ao fim, com as 50000 palavras escritas ou não, mas ia participar. Decidi logo no início que ia escrever as minhas 1667 palavras assim que chegasse a casa, antes de ir à Internet ou de fazer os trabalhos de casa. Como é óbvio, isso não aconteceu.
Quase todos os dias chegava a casa às 17:10, ia para o computador onde ficava a ver vídeos no Youtube até às 19:30, ia jantar e às 20:30 começava a entrar em pânico pois tinha de escrever as 1667 palavras até às dez da noite. Mas quase sempre consegui (quase nunca) e devido ao curto espaço de tempo que tinha para escrever, o livro saiu horrivelmente mal escrito (ainda tenho pesadelos com isso). Houve, claro, dias em que nem uma palavra foi escrita e depois, durante fins de semanas frustrantes, escrevia 4000 palavras seguidas para compensar o que não tinha escrito. Como podem ver pela imagem ao lado, falhei miseravelmente ao longo do mês. A linha oblíqua que passa pelo gráfico representa as palavras que devia ter nesse dia, sendo que as barras representam as palavras que tinha eventualmente escrito. Vêm, obviamente, que em nenhum (ou quase nenhum) dia as minhas barras tocar na linha oblíqua. Vêm também que há, por vezes, barras seguidas com a mesma altura, o que significa que nesses dias não escrevi nada. Houve também dias em que não escrevi mas disse ao site do NaNoWriMo que sim, que tinha escrito.
Foi, ao longo do mês, um falhanço enorme, mas no final venci e consegui. Antes de começar a falar sobre o livro que escrevi, deixem-me deixar algumas dicas aos que querem participar, eventualmente, num destes eventos:
  • Não passem um dia sem escrever (pode ser difícil mas tentem sempre). (Óbvio que eu não segui esta dica)
  • Não mintam ao site porque depois vão-se arrepender, e muito. (Óbvio que eu não segui esta dica)
  • Tentem ficar sempre acima do mínimo diário para o caso de algum dia não poderem escrever. (Óbvio que eu não segui esta dica)
  • Tentem escrever bastante nos primeiros dias porque é quando nos sentimos mais entusiasmados para escrever e as palavras jorram aos milhares. E também porque as primeiras palavras são sempre mais fáceis de escrever. (Óbvio que eu não segui esta dica)
  • Se começaram a escrever um livro, não desistam. Mesmo que não estejam a gostar de o escrever, continuem porque é difícil, bastante difícil, começar outro livro quando só se tem 30 dias. (Também não segui esta dica porque comecei com um chamado "Vortex" de FC mas felizmente tinha este já com 5000 palavras escritas e pude mudar a tempo)
  • Não se preocupem com a vossa escrita. Estavam mesmo à espera de chegar ao fim com um livro merecedor do Nobel da Literatura? A vossa escrita vai ser uma porcaria (desculpem a expressão) mas se querem publicar o vosso livro do NaNoWriMo depois vão ter de o reescrever eventualmente. (Esta eu segui)
  • Se estiverem numa parte do livro enfadonha e não conseguem escrever, saltem para uma parte emocionante para vos obrigar a deitar palavras no ecrã. Não há problema em saltarem do início para o fim ou para o meio, o que interessa é que escrevam. (Esta eu também segui)
Estas são as minhas dicas para os que querem participar em 2013. Outra dica que posso mencionar é escreverem algo fora da vossa zona de conforto, algo que nunca escreveram antes, para vos treinar nesse género. Eu, que sou fã de fantasia, quis escrever FC e obviamente não resultou, mas para o ano vou tentar um Romance daqueles tipo YA (young adult).
Agora passemos ao meu livro. Como podem ver pela imagem acima, chama-se "O Poder das Trevas" e é um livro que ando a trabalhar desde o início do Verão. Tudo começou depois de tentar escrever mais uma cópia barata do GOT e, frustrado, parei de escrever. Decidi então reler um livro que para aqui tenho sobre mitos e lendas para crianças e fiquei apaixonado pela mitologia Greco-Romana e pela Nórdica. Decidi então criar a minha própria mitologia, com os Deuses e os heróis e as lendas e tudo o resto. A partir daí nasceu Erithios. Erithios é um dos reinos existentes no meu livro, e no início era para ser habitado por Humanos. Mas depois pensei que isso era muito simples e quis introduzir raças e espécies diferentes, criar um mundo de raiz. Após conversas com amigos, cheguei à conclusão que não devia popular o meu mundo com seres tipo J.R.R. Tolkien (Ellfos, Anões, etc.), devia sim criar os meus próprios. E aí nasceram as 5 raças de Erithios: os noriathi, os bandaernos, os argonianos, os mondarghi e os enduanos.
Um dos muitos "crachás" que dão
aos vencedores. Também dão um
diploma para imprimir!
Comecei a escrever este livro mais ou menos em Setembro e cheguei a uma parte em que me vi forçado a desenhar um mapa de Erithios para me orientar. E assim foi. E sendo este reino uma grande ilha (obviamente), inspirei-me em Portugal e chamei ao oceano que os rodeava Mar Tenebroso pois nunca ninguém tinha passado para além desse mar. Mas o que havia para além do Mar Tenebroso? Um novo reino. E nasceu Allorus. Um reino habitado por Humanos e o berço dos argonianos que habitam Erithios (está tudo relacionado, acreditem. Eu criei uma história mundial e tudo). Mas ainda não estava satisfeito. Por isso fiz Argor, um terceiro reino, mais pequeno, apenas uma ilha localizada a nordeste de Erithios que sabe da existência deste último reino mas não de Allorus.
Mas Erithios é peculiar pois o seu sistema monárquico apenas aceita Rainhas e não Reis e o povo deste reino crê nos Deuses da morte e da destruição, etc (daí o título do livro). E, além disso, em Erithios apenas existem duas estações: Verão e Inverno. Ambos podem durar um tempo indefinido e quando acaba um, começa logo o outro sem haver qualquer estação no meio. Mas o que realmente marca a diferença de uma para a outra não é o frio mas sim a Criatura. A Criatura é um ser que desce das Montanhas de Boltangar no norte para espalhar a morte e a destruição juntamente com o seu exército, os Espectros. Existe, no entanto, um clã de argonianas que acreditam na Criatura como o verdadeiro Deus. Argor é um reino bastante religioso onde habitam noriathi, bandaernos e argonianos que rezam ao Deus do Mar, Bastheron. Por fim Allorus tem outra religião, mas não é tão importante para eles como o Rei.
O livro encontra-se dividido em POV's (point of view ou pontos de vista), sendo que cada "capítulo" é contado pelos olhos de uma personagem diferente. Eis as personagens POV:

Em Erithios                              Em Allorus                                  Em Argor
Normon (noriathi)                      Patryk (príncipe do reino)              Torn (argoniano)
Eric (mondarg)                           Myra
Araethya (argoniana)

A história desenrola-se em volta destas personagens sendo que as suas histórias estão todas, directa ou indirectamente, relacionadas. Normon é um membro da Ordem de Boltangar cujo principal objectivo é treinar seres do sexo masculino na Dádiva para poderem proteger o reino da Criatura e do clã que a adora. Eric é um assassino enviado pela Rainha para matar Lorde Geormund Racelin que pretende casar-se com a Suma-Sacerdotisa da Ordem da Ilha para, juntos, tomarem o poder do trono. Araethya é uma jovem argoniana da Ordem da Ilha que está a ser treinada na Dádiva (a história dela é mais emocionante do que apenas isso). Patryk é o príncipe de Allorus e encontra-se em viagem para Erithios (um reino descoberto recentemente) para poder estabelecer contacto com a Rainha. Myra é uma jovem órfã em busca de vingança pela morte do pai. Torn é um membro da Religião de Bastheron que prepara uma guerra contra Erithios e os seus falsos Deuses.
"Capa" do "livro"
Há muito mais para contar sobre a minha experiência no NaNoWriMo e sobre o meu livro (qualquer pergunta eu estou disposto a responder). Se aconselho o NaNoWriMo? Sem dúvida. Mesmo para aqueles que não ambicionam ser escritores mas que gostam de deitar umas palavras aqui e ali, o NaNoWriMo é uma boa hipótese para treinar esse hobby. Se alguma vez pensei em desistir? Claro, principalmente no início desta semana quando tinha cerca de 38000 palavras e tinha de chegar às 50000 até sexta-feira. Se gostei? Sim, gostei, apesar de ser bastante stressante e de ter tido muitos momentos de pânico. Se vou participar para o ano? Claro...

Até à próxima e... boas leituras
Vemo-nos no NaNoWriMo 2013 :)

NaNoWriMo 2012

Este ano decidi lançar-me ao desafio e participei no NaNoWrimo que, para os que não sabem, significa "National Novel Writing Month" (que traduz para algo do género: "Mês Nacional de Escrita de Livros") e é uma espécie de concurso, mais um desafio, para jovens autores que querem escrever sobre grande stress. O conceito básico é que os participantes têm de escrever 50000 palavras durante o mês de Novembro, ou seja, durante 30 dias, o que dá uma média de 1667 palavras por dia (algo bastante difícil de conseguir). Mas, após vários dias de stress, várias noites sem dormir, inúmeras chávenas de chá e vídeos de gatos no Youtube para descontrair, o mês de Novembro chegou ao fim e com ele acabou o NaNoWriMo de 2012.Sim, eu participei, e sim, eu consegui acabar o desafio com 50018 palavras (apesar de o site do NaNoWriMo afirmar que escrevi 51194 palavras) mas apenas com muitos momentos de pânico e pensamentos de desistência, com momentos de vitória e dias de derrota, fins-de-semanas gastos em frente do computador e trabalhos de casa por fazer. Mas consegui.O NaNoWriMo surgiu em 1999 em São Francisco, nos EUA, durante o mês de Julho e com apenas 21 participantes. Ao longo dos anos evoluiu e transferiu-se para Novembro, chegando ao ano de 2012, deixando de ser a nível nacional e passando a mundial, com cerca de 300000 participantes que escreveram no total 3288976325 palavras.Para aqueles que se questionam sobre se o NaNoWriMo realmente funciona em termos de escrita de verdadeiros livros e não apenas textos enormes e sem nexo, eis a minha resposta: sim, o NaNoWriMo realmente funciona e para aqueles que querem participar e acreditam que vão chegar ao fim com um livro pronto a publicar, enganam-se. O que o NaNoWriMo faz é permitir que jovens escritores escrevam uma espécie de rascunho do que poderá vir a ser um livro publicado. Muito trabalho tem de vir depois de Novembro se queremos ver o nosso livro nas prateleiras. Exemplos de livros de sucesso e bestsellers que originalmente nasceram no NaNoWriMo incluem "Cinder" de Marissa Meyer publicado em Portugal pela Editora Planeta, "The Night Circus" de Erin Morgenstern publicado em Portugal pela Livraria Civilização Editora sob o título "O Circo dos Sonhos" e o famoso "Water for Elephants" de Sara Gruen publicado pela Difel em Portugal com o nome "Água aos Elefantes". Outros autores hoje em dia conhecidos começaram a sua carreira a escrever no NaNoWriMo (como a Jackson Pearce, autora de Sisters Red e Sweetly).Como podem ver, o NaNoWriMo é algo perfeito para aqueles que sonham em ser escritores ou para aqueles que simplesmente gostam de escrever.Aqui podem ver outro post sobre a minha experiência no NaNoWriMo:
http://nomnomlivros.blogspot.pt/2012/12/a-minha-experiencia-com-o-nanowrimo-2012.html

Monday, 26 November 2012

Debate #3: A Fantasia e outros géneros (e um pequeno update)

Comecemos pelo pequeno update. Não tenho publicado nada aqui por três simples razões: primeiro porque comecei o secundário este ano e por isso está a ser um pouco complicado com os testes e tudo isso, segundo porque estou a fazer (ou a tentar fazer) o NaNoWriMo este ano (vou publicar um post no fim do mês sobre isto), e terceiro porque me encontro num "reading slump" o que dignifica basicamente que não consigo ler. Não porque os livros que estou actualmente estou a "ler" não me atraem (aliás, os livros que estou a ler estão a ser excelentes) mas porque não consigo ter iniciativa para ler e não estou a conseguir concentrar-me na leitura. Espero poder sair deste "reading slump" dentro em breve...
Agora para o debate que desta vez está relacionado com os géneros literários. Como todos sabemos existem dezenas de géneros literários: romance, acção, fantasia, ficção, ficção-científica, dystopian, contemporâneo, etc. Mas a questão que vos coloco é: qual o vosso género favorito? Qual aquele que vos atrai? Quando entram numa livraria qual é a secção que procuram imediatamente?
A minha resposta para a primeira pergunta é, sem dúvida, a fantasia. Sempre adorei este género pois, creio, sempre fui criado a ler livros de fantasia (começando pelo famoso Harry Potter de leitura obrigatória e passando pelo ASOIAF que também é de leitura obrigatória). Mas felizmente há cerca de um ano atrás a minha mente expandiu e descobri que a fantasia não é apenas feitiços a sair de varinhas e bastões nem dragões a voar de um lado para o outro. A fantasia é um género complexo e difícil de compreender e, na minha opinião, este género resulta da mistura de muitos outros. Primeiro porque não há um livro de fantasia que não tenha pelo menos uma relação (seja ela amorosa ou apenas de amizade) e isso inclui logo o romance. Depois há sempre conflito entre personagens (vejamos o caso do ASOIAF) e isso inclui o género do drama. A seguir temos quase sempre um mistério, uma intriga, mesmo que não esteja à frente do nariz e este elemento quase nunca é o elemento central da história, o que coloca logo o mistério e talvez um pouco de policial. Os exemplos podiam continuar a jorrar (há literatura erótica nos livros de high-fantasy e mais uma vez cito o ASOIAF, o género steampunk e lanço para o mundo o livro "Prelúdio" de Anton Stark que é uma mistura de fantasia e steampunk, etc.)
Mas pedindo mais uma vez a vossa opinião, qual o vosso género e porquê? Por que é que esse género vos atrai tanto?

Até à próxima e... boas leituras!

P.S.: o meu segundo género preferido (se é que pode haver tal coisa) é o romance e digam o que quiserem mas isso não vai mudar nada. Mas atenção que quando digo romance não falo de Nicholas Sparks nem de Norah Roberts nem coisas desse género. Falo de romances com intrigas ou mistérios ou outros elementos interessantes como é o caso de Joanne Harris ou John Green, etc.

Tuesday, 30 October 2012

Aprendiz de Assassino - Opinião

"No mercado populado da fantasia, os livros de Robin Hobb
são diamantes num mar de zircões. Toda a fantasia
devia ser assim..."
George R.R. Martin


Mais uma publicação, que se insere no género do fantástico, pela Saída de Emergência que conta com uma já vasta colecção de livros deste género na sua Colecção Bang! Desta vez vou dar a conhecer a minha opinião sobre um dos livros mais fantásticos que já li. Aprendiz de Assassino de Robin Hobb, cujo título original é Assassin's Apprentice, sendo que Robin Hobb é um pseudónimo para a autora Margaret Ogden.
O livro "Aprendiz de Assassino" inicia o leitor numa aventura que toma cinco volumes já publicados em Portugal mais cinco que contam o que acontece após o início de todos os acontecimentos. Seguimos a história de FitzCavalaria Visionário, filho bastardo de Cavalaria, o príncipe herdeiro dos Seis Ducados (reino onde a história toma lugar) que acaba por renunciar ao trono para, supostamente, afastar os olhares daqueles que lhe querem mal do seu único filho. Fitz chega a Torre do Cervo, casa da família real, ainda em criança e pouco se lembra desses tempos. Rapidamente desenvolve um bom relacionamento com Castro, o mestre dos estábulos, que prontamente o inicia na arte do cuidado com os animais. Assim, Fitz segue uma vida pacata, tratando de éguas e cavalo, cães e cadelas. Até que o Rei Sagaz o entrega a Breu, um homem misterioso de que muito poucos têm conhecimento. E é então que a vida de Fitz muda de rumo já que Breu é o "assassino pessoal" de Sagaz, aquele que afasta os indesejados ou os obstáculos para o rei. Fitz começa a aprender a fazer venenos e poções, aprende mil e uma maneiras de matar um homem silenciosamente e passa a conhecer todas as ervas que eventualmente levam à morte. Até que é lançado na sua primeira missão é escapa dela quase morto.

Primeiro de tudo tenho de colocar uma questão: por que é que eu nunca tinha lido este livro antes? Lembro-me de à cerca de 3/4 anos atrás ver este livro à venda num supermercado, olhar para ele e ler Robin Hobb. Rapidamente o pousei pois pensava ser um reconto da famosa história do Robin Hood, história que nunca apreciei. Passei então 4 anos na ignorância total. Até me ter sido sugerido diversas vezes que lê-se este livro. Depois de alguma pesquisa descobri que afinal este livro nada tem a ver com o Robin Hood e decidi, na minha visita à Feira do Livro de Lisboa, comprar este livro e a sua sequela, investindo assim cegamente em livros que nem sabia se ia gostar. Rapidamente me desapontei com eles. Após a minha chegada da Feira, lancei-me neste livro pois estava a vê-lo em todo o lado: Facebook, Goodreads, Youtube, etc. E quando cheguei à página 100 desisti. Não gostava da escrita que raramente tinha diálogo, era demasiado descritiva e aborrecida. Não estava a conseguir seguir a história nem sentia empatia pelas personagens. Pus o livro de lado e tentei fazer uma pausa e ler outros livros. Entre esses livros lidos estava "A Glória dos Traidores", um livro massivo do já conhecido George R.R. Martin. Quando acabei esse livro, pensei para mim: "Bem, tenho de ler o 'Aprendiz de Assassino' porque senão gastei 15€" e, contrariado, lá continuei a leitura.
E então, talvez por causa de ter lido "A Glória dos Traidores", talvez por me forçar a ler, descobri que este livro é mais do que maravilhoso. Não conseguia pousá-lo. Cada página que lia deixava-me ansioso pela próxima. Tremia quando Fitz sofria, sorria quando estava ao pé de Moli. Ri às gargalhadas quando aconteciam momentos estranhos (já que Fitz, no livro, está na idade da adolescência) e quase chorei quando Galeno lhe batia. Odiei profundamente Majestoso e ansiei para que Veracidade viesse ajudar Fitz. Rangi os dentes quando Castro virou as costas a Fitz, sorri quando o rapaz conseguiu usar o Talento. Senti uma mistura inigualável de emoções que se abateram sobre mim, levando-me para uma montanha-russa de sentimentos que me atingiam a cada palavra. A escrita que, apesar de bastante descritiva é muito cativante, deixando-nos entrar na mente de Fitz. Finalmente compreendo a paixão que algumas pessoas que conheço sentem por este livro. É simplesmente genial. As reviravoltas que dá com a facilidade de um piscar de olhos, os momentos de perigo e quase morte. Já para não falar que adorei os textos no início de cada capítulo que nos dão a conhecer um pouco mais dos Seis Ducados.
Não sei como continuar a descrever o quão maravilhoso este livro foi. Simplesmente posso dizer que me apaixonei por ele e vou ter uma luta bastante difícil comigo mesmo para ler outros livros em vez da sequela. Só espero que os livros que se seguem sejam tão bons ou melhores que este. Primeiro desilusão, depois paixão. Acho que o ditado está correcto, primeiro estranha-se, depois entranha-se...

5 em 5 estrelas, um Brilhante, isso não há dúvida nenhuma! Para quem ainda não leu este livro, o que estão a fazer?

Até à próxima e... boas leituras!

P.S.: Esqueci-me de mencionar o Bobo, uma personagem bastante interessante e que espero ver mais vezes nos próximos livros.
P.S.S.: Esta opinião está um pouco incompleta (falta mencionar várias coisas como o Talento, o Ferreirinho, os Forjados, os Navios Vermelhos, o Povo da Montanha, etc.) mas esta história é de tal maneira complexa que seria impossível falar de tudo.

Sunday, 21 October 2012

Jantar Literário - Tag #2

A minha segunda tag aqui no blog que, tal como a anterior (Os 7 Pecados Mortais da Leitura) foi adaptada do maravilhoso mundo do booktubing (para aqueles que não sabem, o booktubing é o acto de publicar vídeo sobre livros no Youtube), criada pela booktuber NEHOMAS2 (http://www.youtube.com/user/NEHOMAS2).
Esta tag é bastante simples. Temos de convidar 11 personagens de livros para um jantar formal/informal, seguindo as indicações dadas.

1. Uma personagem que sabe cozinhar ou que gosta de cozinhar.
Uhhh... Fácil. A maravilhosa cozinheira da família Weasley, Molly Weasley. Para aqueles que já leram os livros do Harry Potter, saberão que a Molly é simplesmente uma cozinheira que todos quereriam ter em casa. Só as descrições que a J.K. Rowling faz dos seus cozinhados deixam-me água na boca.

2. Uma personagem que tem dinheiro para financiar a festa.
Esta levou-me algum tempo a decidir, mas acabei por escolher a Cersei Lannister. Por várias razões. Primeiro porque é uma Lannister e todos sabemos que eles são ricos como tudo. Segundo porque seria interessante conhecê-la, uma vez que ela é maluca de todo (e sim, compreendo que ela só é assim porque quer proteger os filhos) e porque a Cersei é a Cersei e isso é desculpa suficiente :)

3. Uma personagem que cause uma "cena".
Não pude escolher apenas uma personagem, mas escolhi em vez disso duas: Fred e George Weasley. Seria impossível separá-los e por isso eles têm de vir juntos. A escolha é óbvia. Besta dizer que são o Fred e o George e está feito. Onde quer que eles vão, algo de grande e espectacular acontece.

4. Uma personagem que é divertida e/ou que entretenha.
Tyrion Lannister, sem dúvida alguma. O seu sarcasmo e humor negro sempre me puseram a rir e com certeza que ele ia entreter muitos convidados com as suas conversas intelectuais. Já para não dizer que seria interessante ver o Tyrion e a Cersei sentados à mesma mesa...

5. Uma personagem que é super social/popular.
Como não conheço nenhuma personagem que seja super social e popular, vou escolher uma que é social e popular à sua maneira. Gandalf. Quer dizer, toda a gente de Middle-Earth ouviu falar dele e, sinceramente, toda a gente do planeta Terra também, por isso a popularidade não é um problema. Quanto ao social, não sei se o Gandalf é muito social, mas com certeza que conversaria com toda a gente.

6. Um vilão.
Fácil. A Rainha Vermelha de "Alice no País das Maravilhas". Primeiro porque ela é uma vilã excepcional. A frase "Off with their heads!" ("Cortem-lhes a cabeça!") ficará sempre na minha memória. E segundo porque ela é bastante cómica e "divertida" à sua maneira. Seria interessante jantar com ela.

7. Um casal (não tem de ser romântico).
Tenho tantas escolhas para este que nem sei por qual me decidir (Ron e Hermione, Peeta e Katniss, Fitz e Moli, Catelyn e Eddard, Robb e Jeyne...). Mas acho que me vou ficar pelo Ron e Hermione. Primeiro porque o Ron é simplesmente cómico e em muitos aspectos parecido comigo (aracnofóbico, introvertido, tem sardas, etc.). Segundo porque a Hermione também adora livros como eu e de certeza que teríamos bastantes conversas interessantes. Terceiro porque é sempre bom conhecer alguém de Hogwarts.

8. Um herói/heroína.
Sem qualquer sombra de dúvida, Kvothe de "O Nome do Vento". Um herói em todos os aspectos, uma personagem real e complexa, inteligente e corajoso. Quem não gostaria de conhecer o jovem e nobre Kvothe?

9. Um personagem pouco apreciada/que não tem um grande papel.
A personagem que vou escolher tem o seu papel no livro onde existe, e não é assim tão pouco apreciada, mas sinto que as restantes personagens lhe tiram o protagonismo. Falo de Luna Lovegood, a minha personagem favorita de toda a série Harry Potter, a Luna tem a mesma personalidade que eu. É introvertida, estranha, curiosa, imaginativa e está sempre com a cabeça na lua. Adorava conhecê-la, simplesmente adorava.

10. Um personagem à tua escolha.
A Arya, sem dúvida uma personagem que não podia faltar a um jantar épico como este. Quem não gostaria de conhecer a Arya? Tudo nela é interessante. Tão nova e já viu e experimentou tanto. É diferente dos outros e não se conforma com o que lhe é dito. Adorava conhecê-la.

Portanto, como podem ver, uma tag baseada bastante nos livros do Harry Potter e das Crónicas de Gelo e Fogo (porque será?). Convido toda a gente a participar porque, acreditem, esta tag vai-vos deixar a pensar durante muito tempo. Deixei muitas personagens de fora, mas só podia escolher onze por isso...

Até à próxima e... boas leituras!