Saturday, 12 May 2012

O Senhor dos Anéis I - A Irmandade do Anel (Crítica)

Escrito pelo pai da fantasia, J.R.R. Tolkien, e considerado por muitos como o melhor livro fantástico de sempre, o Senhor dos Anéis I - A Irmandade do Anel, conta a história de Frodo Baggins e do seu fiel jardineiro Sam Gamgee, dois hobbits que partem em busca do Monte da Condenação para destruir o Anel Um, um anel no qual está contido todo o poder de Sauron, o Senhor das Trevas. Ao longo do caminho conhecem outras personagens que se juntam a eles até à sua chegada a Rivendell, a terra dos Elfos. Aí é formada a Irmandade do Anel, um grupo reunido por Elrond, o rei dos Elfos, para proteger Frodo na sua demanda. Assim, são reunidos nove membros: Frodo e Sam; Gimli, um anão; Legolas, um elfo; Merry e Pippin, dois hobbits; Aragorn ou Passo de Gigante, um caminhante que na realidade é descendente do primeiro rei de Númenor que era irmão gémeo de Elrond; Boromir, descendente de Denethor II, o último regente de Gondor; e, por fim, o icónico Gandalf, o famoso feiticeiro que se tornou para muitos a melhor personagem de sempre.

Feito um pequeno resumo do livro, passemos então para a crítica. Mas antes ficam as informações habituais: publicado em Portugal pela editora Europa-América e com 4.21 estrelas no Goodreads.

Eu nunca li nenhum livro do Senhor dos Anéis e fiquei habituado à história através dos filmes que vi e voltei a ver dezenas de vezes e que ainda hoje considero dos melhores filmes de sempre. Por isso, quando peguei neste lancei-me nele com expectativas altas. Talvez demasiado altas. As primeiras 80 páginas eram muito interessantes. Era um livro novo, uma história que eu sabia ser épica e que eu há muito esperava ler. Mas depois começou a cair e a cair mais até chegar ao ponto de eu evitar ler este livro porque simplesmente adormecia quando o lia.
A escrita foi, provavelmente, o maior problema que eu encontrei neste livro. Não que o livro fosse mal escrito. Muito pelo contrário! O problema era que chegavam a haver partes em que o Tolkien ocupava uma página inteira a descrever um caminho ou um rio ou uma montanha. E claro que no meio de tanta descrição eu acabava por me confundir e ficar aborrecido por não haver nada de interessante a acontecer. O diálogo também não foi o ponto forte deste livro. Parecia-me sempre que o diálogo era demasiado falso e forçado, talvez porque na altura em que o livro foi escrito era assim que se falava, mas por exemplo na "Alice na País das Maravilhas" o diálogo é muito mais fluente e mais normal. Algumas falas de Aragorn e de Gandalf simplesmente pareciam... não sei... falsas.
Eu sei que nunca se deve comparar um livro com o seu filme, mas neste caso tenho de o fazer, uma vez que eu passei anos a ver estes filmes. No filme, a amizade entre o Legolas e o Gimli é muito mais interessante e mais cómica do que no livro. No livro apenas se diz que se tornaram grandes amigos e pouco mais. Já para não dizer que o filme me pareceu muito mais épico e cheio de aventura do que o livro.
O que realmente me atraiu neste livro foi o cenário. O mundo criado de raiz por Tolkien é, sem dúvida, um dos melhores que conheci. Nunca nenhum mundo me atrai tanto como a Terra Média e tudo o resto. Parece que o Tolkien conhece todos os cantos e cantinhos do seu mundo, desde lendas à história à localização. Gostaria muito de ler mais sobre este mundo. Gostava de saber a história dos Elfos e dos Hobbits e de Mordor e saber as lendas e tudo o resto.
Outras coisas que me atraíram no livro foi as partes em Rivendell, em Mória e em Lothlórien. Foram as únicas que me faziam querer ler mais.

E acabada a crítica, veredicto final, 6 estrelas em 10. Um mero aceitável foi o que encontrei para este livro. Sem dúvida que vou ler os próximos porque toda a gente me diz que são muito mais interessantes do que o primeiro e assim espero.

Até à próxima e... boas leituras!

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